(Agradecimento a Edson Mattos por me ajudar com o título)
Independentemente da sua idade, você já deve ter provado ou escutado falar sobre o Biotônico Fontoura, criado em 1910 pelo farmacêutico Candido Fontoura para estimular o apetite e tratar a anemia. Seu principal objetivo ao criar essa formula era curar sua esposa que estava com a saúde frágil. A marca foi nomeada por Monteiro Lobato, que juntamente com Fontoura trabalhava no Jornal O Estado de São Paulo. Essa amizade rendeu uma campanha publicitária impressionante que forneceu para o produto o título de uma das mais conhecidas fórmulas da indústria farmacêutica nacional. Em 1920, Lobato criou o Almanaque Fontoura, uma revista de divulgação publicitária, a qual era distribuída gratuitamente nas farmácias para quem adquirisse o Biotônico, chegando a 100 milhões de exemplares impressos. A invenção Lobatiana trazia como personagem Jeca Tatuzinho que divulgava o ciclo e cura da ancilostomina. Jeca tornou-se um clássico da literatura brasileira, utilizado até os dias atuais em escolas.
A História dessa marca acompanhou o desenvolvimento dos meios de comunicação no Brasil, com os primeiros impressos datilógrafos contendo imagens desenhadas manualmente até o advento da fotografia que trouxe novos padrões publicitários com imagens mais nítidas e transmitidas mais facilmente. Introduziu-se a rádio com slogans e jingles únicos, atingindo um número maior de público. E o aparecimento da televisão, produzindo som e imagem ao mesmo tempo, permitiu uma campanha ampla, sendo a melhor fase do medicamento, utilizando o nacionalismo e o poder da juventude perante a sociedade na década de 70. Nesse período surge o jingle mais famoso da marca: “Bê, á, bá. Bê, e, bé. Bê, i, Bi...otônico Fontoura”. Aposto que você leu cantando!
O grande teor de álcool (9,8%) no Biôtonico acabou um pouco com a fama do produto, caindo no esquecimento do público. Em 2010 o produto completou 100 anos, tornando-se um dos medicamentos mais antigos a serem comercializados no Brasil.

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