segunda-feira, 10 de setembro de 2012

Prata da casa

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Mulher, libriana, nordestina, natural de Salvador- Bahia. Este seria o perfil com 100% de chance de fracasso para quem tem pretensões de fazer sucesso na cena rock’in roll brasileira, dominada historicamente por bandas predominantemente masculinas do centro sul do país.
Só por quebrar estes paradigmas, a roqueira Pitty já entraria na galeria das grandes heroínas locais. Porém ela acumula outros feitos que enriquecem sua biografia.
A baiana é tão arretada que, em seu primeiro trabalho, traduziu em letras e melodias marcantes uma das mais importantes obras da literatura rock’in roll mundial, o antológico: “Admirável mundo novo” (Aldous Huxley). Parafraseando seu titulo com o nome do álbum “Admirável chip novo”, deixou  bem claro a sua ousada referencia.
E não parou mais. Somando prêmios, cds de rock mais vendidos, hits atrás de hits nas paradas de sucesso nacional, construiu um patrimônio que faz dela uma das artistas femininas brasileiras mais bem sucedidas, com uma renda anual que ultrapassa os 6 milhões de reais, segundo dados do R7.
Anacrônico, dvd e cd ao vivo, Chiaroscuro e a Trupe Delirante no Circo Voador, foram os ultimo trabalhos da banda. No entanto, a cantora esta na estrada com o seu guitarrista Martin, com o projeto paralelo: Agridoce. Neste trabalho, há uma linguagem folk bem mais intimista do que estávamos acostumados vê-la cantando.
  Pitty é nossa baiana, ainda que todos a queiram para si. Nossa prata da casa. 




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