
André Lemos/ Pierre Levy
COMUNIDADES E REDES SOCIAIS ON-LINE
Este livro tem levado muita discussão por várias vertentes acadêmicas e principalmente pelo curso de Comunicação Social através das reflexões dos temas abordados a respeito do futuro da internet. É composto por doze capítulos os quais trazem uma vasta reflexão do referido tema. Segue abaixo uma abordagem do capitulo 5.
A ampliação de comunidades e redes sociais on-line é um dos maiores eventos dos últimos anos. Segundo Lemos tem sido uma nova maneira de fazer sociedade. Esse exercício é construído através dos grupos de discussão a exemplo de: news grops, chat rooms, mundos visuais multiparticipantes entre jovens ou (Second Life), Orkut, Facebook, blogs, e microblogs, jogos eletrônicos coletivos, redes sociais móveis (moblie social networking). Esses recursos têm sido utilizados em larga escala principalmente pela nova geração. .
A comunidade virtual é um grupo de pessoas que estão em relação por intermédio do ciberespaço. A questão a ser tratada pelo autor surge da oposição entre comunidade e sociedade, a partir do sociólogo F. Tonnies século XIX, que discute o termo sociedade como “agrupamentos sociais característicos do urbanismo, das relações econômicas e de poder de cidade moderna, enquanto comunidade estilo idílio e tranqüilo do campo com relações familiares e de proximidade”.
Entretanto o que acontece nas comunidades virtuais e as atuais redes sociais do ciberespaço é que esses membros partilham um espaço telemático e simbólico de mensagens instantâneas, mantendo um período de tempo e fazendo com que seus participantes sintam-se parte de um grupo de tipo comunitário diferente de outros que podem se dar no mesmo espaço telemático sem, contudo guardarem algum vínculo afetivo e ou temporal. Por isso não se pode generalizar toda forma social configuradora da Internet o título de comunitária.
O jornalista Howard Rheingold, traz em seu livro Virtual Communities (1993), a discussão das CMC como comunidades virtuais, como um espaço para que as pessoas troquem experiências pessoais e profissionais através de computadores de rede. Pelo ponto de Howard, as comunidades são construídas mais pela interação entre seus participantes do que pela tecnologia que funciona em segundo plano, como suporte. Dessa maneira a comunidade virtual é definida pelos benefícios que provem das relações entre seus usuários mais depende de dois fatores para o seu funcionamento, como a estrutura técnica de redes de computadores e a intenção dos seus membros no tempo. “Não basta ter todos os recursos porem é necessário que haja interesses compartilhados, intimidade nas relações”. Dessa forma entende-se que no ciberespaço existem duas formas de interação eletrônica: comunitárias e não comunitárias.
A comunitária existe por parte dos membros o sentimento de afinidade subjetiva delimitada por um território simbólica. Quanto a não comunitária os participantes não se sentem envolvidos de forma coesa, sendo apenas um local de encontro e de troca de informações de forma passageira.
Oe crescimento do mundo virtual acontece através da sinergia entre o espaço físico e o ciberespaço, cuja potencia maior é o uso de ferramentas como: smartphones, palms e GPS para projetos que veiculam comunidades virtuais e localização real. Assim como Peuplade, Platial, Neighbornode. Ainda como exemplo da hibridação com cidades reais o Second Life (SL), que apresenta um mundo virtual em três dimensões em que diversos projetos visam construir cidades reais simuladas. O Second Life cria um mundo virtual de interação por avatares que usa dinheiro real, criando uma economia especifica que consiste a venda e compra de bens de todo tipo. Oportunizando a facilidade da mobilidade física acoplada à mobilidade informacional em deslocamento em espaço urbano. Outra aspecto discutido pelo autor é a Micronações virtuais, metáforas comunitárias da ciberdemocracia. A isso ele explica como experiências de criação de países imaginários ou de reconstrução de países desconstruídos por guerras ou anexados a outros a exemplos.
Nessa perspectiva como um paradigma da ciberdemocracia planetária em construção, as micronações podem ser definidas como um novo arranjo político baseado em governabilidade mundial, mas não na superação do modelo atual. O ciberespaço está ampliando as fronteiras do espaço público onde diversas instituições agem independentemente das fronteiras nacionais e culturais.
Nesse sentido se discuti a possibilidade do poder econômico se direcionar cada vez mais para mãos dos consumidores e que a única maneira das empresas conservarem boas relações é mantendo um contato simbiótico com uma comunidade livre e criativa de consumidores parceiros. Acrescenta que a sobrevivência de uma instituição está precisamente ligada ao seu suporte a uma rede social on-line.
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